Executivos da Latam respondem dúvidas do mercado sobre Chapter 11

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O pedido de entrada no Chapter 11 feito pelo Grupo Latam na manhã de hoje, nos Estados Unidos, pegou todo o mercado de surpresa. Em meio a tantas dúvidas, muitas ainda sem resposta, os três principais executivos da Latam Brasil – Jerome Cadier, Igor Miranda e Fabrício Angelin – participaram de uma live para responder e dar um norte a clientes e parceiros da companhia no País.

O Chapter 11 é um instrumento muito utilizado nos EUA, que garante que empresas que enfrentam a necessidade de uma reestruturação, consigam fazê-la de forma sustentável, do ponto de vista financeiro. Todas as grandes montadoras norte-americanas, assim como American e Delta, já entraram com esse pedido no passado e tiveram êxito”, relembrou o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier.

Cadier destacou várias vezes durante a transmissão que a filial brasileira não entrou com Chapter 11, e sim as afiliadas no Peru, Chile, Colômbia, Equador e Estados Unidos. Além do Brasil, as subsidiárias da Argentina e Paraguai também estão de fora do processo, e Jerome explica a razão. “As dívidas financeiras e contratos de leasing da Latam Brasil são feitos pela Latam Chile. O avião, por exemplo, é arrendado pelo Chile e repassado ao Brasil. Por outro lado, isso nos permite seguir buscando o financiamento do BNDES, de uma forma que seja rentável para ambas as partes. O que eu posso afirmar é que não há saída para o setor aéreo sem ajuda governamental.”

Segundo ele, o processo é simples. “Separa as dívidas que a empresa tem até o momento do pedido de Chapter 11, no caso ontem (25) a noite. De hoje em diante, nossa operação e obrigação com pagamentos continuam normalmente, de acordo com contratos e acordos vigentes e assumidos. Enquanto isso, separamos aquela dívida acumulada até ontem e desenhamos um plano de reestruturação e pagamento para ela, explica. De 12 a 18 meses, esse é o prazo que a Latam acredita que estará em processo de Chapter 11.

“A Latam Brasil vai colher os benefícios do Chapter 11 ao mesmo tempo que trabalha um empréstimo com o governo local”, disse.

SOLIDEZ DE CAIXA
Um dos pontos destacados pelos executivos foi a solidez de caixa do Grupo Latam e a visão estratégica de seus acionistas em optarem pelo Chapter 11 antes de um possível agravamento das dívidas. “Não esperamos chegar até a última hora, até estarmos com um caixa zerado, para entrar com o pedido. Entramos na condição de seguir operando muito bem nos próximos meses, com um caixa de aproximadamente US$ 1,3 bilhão em dinheiro disponível”, destacou Cadier. Além deste montante, o grupo garantiu o suporte financeiro de acionistas, incluindo as famílias Cueto e Amaro, e a Qatar Airways, para a obtenção de até US$ 900 milhões em um financiamento DIP (debtor-in-possession, em inglês). Cadier também revelou que outros acionistas e novos investidores privados poderão surgir nas próximas semanas.

Relembrando o passado recente, quando a Avianca Brasil entrou com recuperação judicial no Brasil, e deixou de operar seis meses depois, Cadier pede que comparações como essa não sejam feitas, pois a realidade e o processo das empresas são totalmente diferentes.

“A Latam estava investindo, crescendo e rentável até dois meses atrás. A crise que nos encontramos agora não é fruto da gestão da companhia, e sim de um fator externo. Nós temos US$ 1,3 bilhão de caixa e o compromisso dos acionistas, o que não aconteceu no passado [se referindo à Avianca Brasil]”.

MALHA, CRÉDITOS E PONTOS LATAM PASS
O diretor de Vendas e Marketing Latam Airlines Brasil, Igor Miranda, acalmou os parceiros da aérea e disse que continuará o trabalho que estava sendo feito. “A companhia segue operando normalmente, honrando todos os contratos corporativos e bilhetes, em todas as suas variáveis. Não estamos planejando redução de malha, pelo contrário, aumentamos consideravelmente a oferta para os meses de junho e julho. Este é um processo semanal que fazemos para entender de como a demanda vai evoluiu e como podemos trabalhar com a nossa capacidade”, disse.

Já o diretor geral Latam Pass, Fabricio Angelin, aproveitou a oportunidade para dizer que nada muda em relação a compra antecipada de pontos (assim como a compra de passagens) e ao acúmulo de pontos. “Não há alteração alguma. Os pontos creditados nas contas dos clientes Latam Pass poderão ser utilizados como já são normalmente, com resgate de passagens aéreas ou no resgate de produtos dos parceiros de varejo. Os pontos acumulados daqui para frente também estarão disponíveis nas contas como já é feito hoje”, disse.

“O momento não é de extremo otimismo e nem de extremo pessimismo, pois ainda não temos algumas respostas. O que eu quero passar para todos é que a Latam, sob uma visão estratégica, se antecipou a um momento que precisaria ser tomado mais para frente. Queríamos ter um governo americano ou alemão, que injetaram grandes aportes em suas companhias, mas essa não é a nossa realidade. Precisamos tomar iniciativa, pegar alguns de surpresa, mas podem acreditar que é para um bem melhor”, concluiu.

*Fonte: Panrotas

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