Sair do armário: por que as empresas devem incentivar a diversidade

Sumário

No primeiro dia da 5a Conferência Internacional da Diversidade – Empresas, Cultura e Turismo LGBT, os participantes puderam ver de perto como o setor de Turismo tem aprendido a integrar – e respeitar – não só os visitantes LGBTQIA+, mas também os próprios colaboradores e profissionais do trade.

Com o tema “A importância das empresas saírem do armário”, a senior VP de Comunicação, Relações Institucionais, CSR e Líder LGBTQIA+ Accor América do Sul, Antonietta Varlese, o diretor da Uniglobal e Befree, Marcelo Michieletto, e a responsável pelo Turismo e Marketing do Rio CVB, Patricia Masche, mediados pela diretora de Turismo da SPTuris, Fernanda Ascar, apresentaram cases e pesquisas que demostram como as empresas só têm a ganhar quando promovem a diversidade.

O estudo “Demitindo Preconceitos – Por que as empresas precisam sair do armário”, desenvolvido em 2016 pela agência de consultoria Santo Caos, divulgou que 40% dos entrevistados já sofreram discriminação por orientação sexual no trabalho e 13% disseram já ter tido dificuldades para encontrar emprego por conta de sua orientação sexual. A mesma pesquisa revelou, ainda, que empresas com políticas de diversidade de gênero têm 15% a mais de probabilidade de superar as metas. Pessoas que precisam esconder quem são no trabalho se engajam pouco, produzem menos, inovam menos e ficam menos tempo na empresa.

Em conformidade com o estudo, Antonietta Varlese ressaltou que a Accor está de portas abertas para receber funcionários LGBTQIA+ e que a diversidade faz parte do DNA da rede. “A Accor entende que há uma necessidade de se posicionar, que o ramo hoteleiro deve acompanhar as necessidades da sociedade. Todas as pessoas são bem vindas nas nossas propriedades e não é a toa que a Accor foi reconhecida como a Melhor Empresa para se Trabalhar na categoria Hotelaria do ranking GPTW”, lembrou. Antonietta também compartilhou com o público que desde 2017 a Accor é membro do Fórum de Empresas e Direitos LGBT e frisou que o Brasil, com sua imagem de destino gay-friendly, deveria se envergonhar por estar entre os principais países que mais matam LGBTs.

PANROTAS/Emerson Souza

Fernanda Ascar, Patricia Masche, Mama Darling, Marcelo Michieletto e Antonietta Varlese

Fernanda Ascar, Patricia Masche, Mama Darling, Marcelo Michieletto e Antonietta Varlese

Representando o Turismo da cidade do Rio de Janeiro, Patricia Masche falou sobre o Projeto Rio Diversidade, que em celebração ao mês do Orgulho LGBTQIA+, estampou adesivos com as palavras Respeito, Liberdade, Amor, Igualdade, Afeto, Vida e Orgulho por toda a orla. Para consolidar o Rio como um destino LGBT, o Rio CVB firmou uma parceria com a IGLTA (International Gay and Lesbian Travel Association) e ainda fechou uma parceria com a Câmara de Turismo LGBT. “O Rio de Janeiro tem uma vocação natural para a diversidade, não podemos deixar a desejar quando o turista vem nos visitar. Devemos focar em acolhimento e hospitalidade”, frisou Patricia.

Presente no painel, o diretor da Uniglobal, Marcelo Michieletto apresentou o novo projeto da operadora: a BeFree. Desenvolvida para celebrar a diversidade LGBTQIA+, a BeFree oferece um clube de vantagens que conecta os clientes às marcas que apoiam ou representam a diversidade. “A Uniglobal é a favor da diversidade e queríamos fazer algo mais. Se você deseja abranger todos os públicos, não há como ser neutro. A empresa tem que estar preparada para tratar as diferenças porque a comunidade percebe quando o lucro é o único objetivo”, expôs.

A PANROTAS é media partner da 5a Conferência Internacional da Diversidade, da Câmara LGBT.

*Fonte: Panrotas

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