Vacinação para viagens internacionais: guia completo para viajantes

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A vacinação para viagens internacionais é um dos principais cuidados para quem pretende viajar com segurança e evitar imprevistos de saúde fora do país. É muito recomendada para pessoas que planejam viajar para destinos tropicais, onde costumam ocorrer epidemias de doenças como a dengue e a febre amarela. Zonas rurais, florestais e outras localidades que facilitem o contato com a natureza também requerem atenção maior com as vacinas.

Muitos destinos exigem comprovantes de imunização para permitir a entrada de viajantes, além de recomendarem vacinas específicas conforme o clima, as condições sanitárias e os riscos epidemiológicos locais. Assim, estar com a vacinação em dia é uma forma de proteção individual e também de responsabilidade coletiva.

Além de atender às exigências legais de alguns países, a vacinação reduz significativamente o risco de contrair doenças que podem não ser comuns no Brasil, como febre amarela, febre tifoide, entre outras de risco conforme o destino. Por isso, o planejamento vacinal deve fazer parte da organização da viagem, assim como passagens, hospedagem e documentação, já que algumas vacinas precisam ser aplicadas com antecedência para garantir eficácia.

Se você está se preparando para uma viagem corporativa ou a lazer, é hora de ter atenção com a sua saúde e se prevenir apropriadamente para não passar apuros em território desconhecido. Confira, a seguir, algumas das informações mais importantes sobre vacinação para viagens!

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Quais são as principais vacinas exigidas ou recomendadas para viagens internacionais?

As principais vacinas exigidas para viagens internacionais variam conforme o destino, mas a mais comum é a vacina contra a febre amarela, obrigatória para entrada em diversos países da África, América do Sul e América Central.

Além dela, alguns destinos podem exigir ou recomendar vacinas contra hepatite A e B, poliomielite, meningite meningocócica, sarampo, rubéola, difteria e tétano. Em situações específicas, como viagens para áreas com risco elevado, também podem ser solicitadas vacinas contra febre tifoide, raiva ou influenza. 

Quais destinos exigem ou recomendam vacinação para viagens?

A vacinação deve ser planejada com antecedência, preferencialmente entre 4 e 8 semanas antes da viagem. A necessidade de cada vacina muda de acordo com o destino da pessoa viajante. Veja abaixo quais são as vacinas recomendadas para alguns destinos e prepare o seu cartão de vacinação!

África do Sul

  • Difteria;
  • Tétano;
  • Febre tifoide;
  • Hepatite A e B;
  • Poliomielite.

Norte da África

  • Difteria;
  • Febre tifoide;
  • Hepatite A e B;
  • Poliomielite;
  • Tétano;
  • Raiva (em situações específicas de risco).

África Subsaariana

  • Febre amarela (pode ser exigida por alguns países);
  • Difteria;
  • Febre tifoide;
  • Hepatite A e B;
  • Poliomielite;
  • Tétano;
  • Raiva (dependendo da exposição).

América Central (continental)

  • Difteria;
  • Poliomielite;
  • Febre tifoide;
  • Hepatite A e B;
  • Tétano.

América do Norte

  • Hepatite B;
  • Difteria;
  • Tétano.

América do Sul (zona tropical)

  • Febre amarela (pode ser exigida por alguns países);
  • Febre tifoide;
  • Hepatite A e B;
  • Tétano;
  • Difteria.

Ásia Oriental

  • Febre tifoide (em casos específicos);
  • Hepatite A e B;
  • Poliomielite;
  • Tétano;
  • Difteria;
  • Raiva (em destinos específicos).

Sudeste Asiático

  • Difteria;
  • Febre tifoide (em casos específicos);
  • Hepatite A e B;
  • Tétano;
  • Poliomielite;
  • Raiva (dependendo do roteiro).

Centro-Sul da Ásia

  • Febre tifoide;
  • Hepatite A e B;
  • Poliomielite;
  • Tétano;
  • Difteria;
  • Raiva (dependendo da exposição).

Sudoeste Asiático

  • Febre tifoide;
  • Hepatite A e B;
  • Poliomielite;
  • Tétano;
  • Difteria;
  • Raiva (em situações específicas).

Norte da Europa

  • Encefalite transmitida por carrapatos (apenas em áreas endêmicas);
  • Hepatite B;
  • Tétano;
  • Difteria.

Sul da Europa

  • Encefalite transmitida por carrapatos (apenas em áreas endêmicas);
  • Febre tifoide (em situações específicas);
  • Hepatite A e B;
  • Tétano;
  • Difteria;
  • Raiva (exposição específica).

A vacina contra infecções meningocócicas não faz parte da lista com esquema padrão para viagens, pois sua indicação depende de situações específicas. Pode ser recomendada para viajantes que se deslocam para áreas com maior risco epidemiológico, como determinadas regiões da África Subsaariana (conhecidas como cinturão da meningite), para participação em eventos de grande concentração de pessoas — como peregrinações religiosas — ou em contextos de surtos pontuais. 

Algumas vacinas podem ser recomendadas em situações específicas de risco.As recomendações de vacinação podem variar conforme o país, o roteiro da viagem e o perfil da pessoa viajante.

Qual é a dosagem requerida para as principais vacinas?

  • Hepatite A: duas doses, com intervalo de 6 meses, conferem proteção de longo prazo;
  • Febre amarela: dose única, considerada válida para a vida toda;
  • Febre tifoide: o esquema varia conforme o tipo de vacina, podendo exigir dose de reforço após alguns anos;
  • Poliomielite: pode ser indicada dose de reforço para pessoas adultas, conforme o destino e a situação epidemiológica.

Para comprovar que você recebeu a vacinação necessária, solicite o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) nos postos da Anvisa em aeroportos, portos e fronteiras. Basta apresentar sua carteira de vacinação nacional. A emissão do CIVP é gratuita!

O comprovante de vacinação geralmente não é exigido na solicitação do visto, mas pode ser solicitado pelas autoridades de imigração na entrada do país. Por isso, é importante providenciar a documentação com antecedência.

Como funciona o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) para viagens e onde posso emitir ou atualizar o meu?

O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é o documento que comprova a vacinação exigida por alguns países, conforme as normas do Regulamento Sanitário Internacional, estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente, o CIVP é utilizado principalmente para comprovar a vacinação contra a febre amarela.

A vacina deve ser aplicada em uma unidade do SUS ou em serviços privados credenciados, com antecedência mínima de 10 dias antes da viagem. A dose fracionada da vacina contra a febre amarela não é válida para emissão do CIVP.

A emissão do CIVP é feita pela Anvisa, mediante pré-cadastro eletrônico. Após a validação dos dados e da carteira de vacinação, o certificado pode ser emitido em formato digital, sem necessidade de comparecimento presencial em muitos casos.

Alguns países exigem o CIVP para entrada de viajantes provenientes de áreas com risco de transmissão da febre amarela ou que tenham feito conexão nesses locais. As regras de exigência podem variar conforme o país de destino e devem ser consultadas nos canais oficiais da Organização Mundial da Saúde e da Anvisa.

Pessoas que não podem tomar a vacina contra a febre amarela por contraindicação médica devem apresentar um Certificado de Isenção Médica, emitido conforme as diretrizes do Regulamento Sanitário Internacional, com orientações disponíveis nos canais oficiais da Anvisa.

No Brasil, a vacina contra a febre amarela é recomendada para viajantes que se deslocam para áreas com risco de transmissão, conforme orientação das autoridades de saúde.

Onde obter informações sobre vacinas?

Para obter mais informações sobre a emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) ou sobre as vacinas recomendadas para o seu destino, consulte os canais oficiais da Anvisa, o consulado do país que pretende visitar ou entre em contato com o Disque Saúde pelo telefone 0800 61 1997. Uma agência de viagens como a Copastur também pode oferecer a assessoria necessária em todas as etapas do planejamento.

Especialistas recomendam que a pessoa viajante procure orientação médica entre 4 e 8 semanas antes da viagem, para avaliar o histórico vacinal, realizar exames, adquirir medicamentos e iniciar eventuais tratamentos com tranquilidade. Alguns esquemas vacinais exigem mais de uma dose ou um período maior para gerar proteção adequada.

Alguns aeroportos internacionais contam com serviços de saúde que oferecem algumas vacinas, como Aeroporto Internacional de Viracopos, Aeroporto Internacional do Galeão e Aeroporto Internacional de Guarulhos. No entanto, muitas vacinas precisam ser aplicadas com antecedência para garantir eficácia, como a febre amarela, que deve ser tomada no mínimo 10 dias antes da viagem, e a hepatite A, cujo esquema completo envolve duas doses com intervalo de cerca de 6 meses. Evite deixar a vacinação para a última hora!

Como a Biosfera Copastur pode te ajudar na organização das vacinas para viagens?

O PassForAll, serviço completo da Biosfera Copastur de assessoria para emissão de documentação como vistos e passaporte brasileiro, também facilita a checklist das vacinas — com orientação personalizada sobre exigências vacinais específicas de cada destino nacional ou internacional.

A equipe especializada verifica as vacinas obrigatórias ou recomendadas, como febre amarela e/ou outras, conforme o Ministério da Saúde, OMS e regras de entrada em países, garantindo a emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) quando necessário.

Além disso, clientes de todas as marcas da Biosfera Copastur, sejam de viagens corporativas ou a lazer, recebem as devidas instruções em relação às vacinas necessárias para o destino.

Assista ao vídeo abaixo e entenda melhor como funciona o PassForAll!

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