Dia Internacional da Pessoa com Deficiência: tipos de deficiência e recursos de acessibilidade

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Hoje, 3 de dezembro, é celebrado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1992. A data reforça que acessibilidade, respeito e autonomia são direitos fundamentais – e que combater o capacitismo é essencial.

Neste Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, vamos aprender mais sobre cada deficiência e alguns dos recursos de acessibilidade?

Aprenda mais no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Deficiência física

Inclui diferentes condições: algumas envolvem limitações motoras (paraplegia, tetraplegia, amputações, paralisia cerebral), outras não – como nanismo (não é “anão/anã”) e ostomias. O verdadeiro desafio não está no corpo, mas nas barreiras arquitetônicas e sociais. Recursos como cadeiras de rodas, muletas, andadores, órteses, próteses, rampas, elevadores e adaptações veiculares garantem mobilidade, autonomia e inclusão!

Deficiência visual

Condição que afeta a visão, podendo ser total (cegueira) ou parcial (baixa visão), mesmo com correção óptica, com diferentes níveis de impacto na percepção visual. Recursos como braille, leitores de tela, audiodescrição, cães-guias, bengala longa — branca para cegueira, verde para baixa visão e vermelha e branca para surdocegueira — e lupas eletrônicas são fundamentais. Dica: o app Be My Eyes conecta pessoas cegas a voluntárias para ajudá-las em tempo real.

Deficiência auditiva

Deficiência auditiva pode variar de leve à profunda e ser unilateral ou bilateral. Pessoas surdas não são mudas, pois a surdez não afeta as cordas vocais, portanto, o termo “surdo(a)-mudo(a)” é equivocado. As oralizadas fazem leitura labial e falam português, as sinalizantes têm a Língua Brasileira de Sinais como língua materna, e algumas são bilíngues. Recursos como legendas, closed caption, transcrição em tempo real, intérprete de Libras, alertas visuais e aparelhos auditivos promovem acessibilidade comunicativa e autonomia. Assista ao nosso vídeo que desconstrói mitos sobre a surdez aqui!

Leia também: Dia Nacional do Surdo: desconstruindo 7 mitos sobre a surdez

Autismo (TEA)

O autismo é uma condição do neurodesenvolvimento que envolve diferenças na comunicação, interação social e processamento de informações, incluindo padrões de comportamento e interesses repetitivos. É um espectro heterogêneo que pode ou não estar associado à deficiência intelectual, inclusive, há muitas pessoas autistas com altas habilidades/superdotação. A adaptação de espaços, rotinas e estímulos é fundamental. Recursos como fidget toys, espaços de descompressão, flexibilidade nas interações e ambientes com redução de estímulos sensoriais apoiam o bem-estar.

Atenção! Evite expressões como “esta pessoa parece ‘normal'”, que banalizam o diagnóstico e reforçam estereótipos; e, quando necessário, o termo adequado para indivíduos não neurodivergentes é “neurotípicos”. O símbolo do quebra-cabeça vem sendo substituído pelo infinito colorido, que representa a diversidade do espectro autista. O anterior é questionado por reforçar estigmas de incompletude e infantilização, assim como expressões romantizadas como “anjo azul”.

Deficiências ocultas

São aquelas que não são visíveis. Exemplos: surdez, autismo, epilepsia, esclerose múltipla, fibromialgia e deficiências psicossociais ou intelectuais. O cordão de girassol é o símbolo mundial de identificação, promovendo direitos e apoio 🌻 Alguns recursos de acessibilidade incluem atendimento prioritário, filas e assentos preferenciais, tempo adicional para provas e concursos (também valem para deficiências visíveis) e ambientes sensorialmente adaptados.

Outros tipos

Todas as deficiências merecem respeito e inclusão: Síndrome de Down (que não necessariamente está associada à deficiência intelectual), afonia, deficiências múltiplas como a surdocegueira (que utiliza Libras Tátil) e outros tipos. A acessibilidade é um direito e combater o capacitismo é essencial para uma sociedade inclusiva.

Novo símbolo da acessibilidade

#PraCegoVer: Novo símbolo da acessibilidade, uma figura humana estilizada com os braços abertos, representando autonomia e liberdade (Dia Internacional da Pessoa com Deficiência)

Você sabia? Para substituir o ícone da pessoa na cadeira de rodas, o novo Símbolo Internacional de Acessibilidade, com uma figura humana em movimento, foi criado pela ONU para incluir todos os tipos de deficiência. Aprovado pelo Senado brasileiro em 2025, representa autonomia e liberdade! 

Neste dia Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, reforçamos que a acessibilidade é um direito de todas as pessoas e, a inclusão, responsabilidade de toda a sociedade. Na Copastur, acreditamos que a verdadeira transformação começa com conhecimento, empatia e ação.

Por isso, criamos o Guia de Diversidade e Inclusão como um convite à reflexão sobre o papel de cada pessoa na construção de espaços mais justos e acolhedores – dentro e fora do ambiente de trabalho.

Capacitismo

Neste Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, precisamos nos lembrar da definição de capacitismo. É a discriminação em razão da deficiência. Reforça a ideia equivocada de que pessoas com deficiência não conseguem realizar determinadas atividades e, por isso, seriam “dignas de pena ou caridade”, ou de que, quando conseguem realizá-las, são vistas como “exemplos de superação”. Sejamos anticapacitistas!

Vamos atualizar nosso vocabulário?

Não só no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, mas em todos os outros, precisamos atualizar o nosso vocabulário para uma comunicação mais consciente e inclusiva.

  • “Estamos sem braços para esta demanda” / “Braço curto” / “João sem braço” / “Perdeu a mão”: as expressões usam a deficiência física como metáfora para algo negativo como limitação, descomprometimento ou exagero, reforçando estereótipos capacitistas;
  • “Dei uma mancada” / “Estamos mal das pernas” / “O projeto está capengando” / “Usar como muleta”: essas expressões utilizam limitações motoras e dificuldades de mobilidade como metáforas negativas. Termos como “aleijado(a)” e “inválido(a)” também são capacitistas;
  • “Está cego(a)?” / “Falta visão do negócio” / “Você é surdo(a)?” / “Ficou mudo(a)”: expressões capacitistas que utilizam deficiências visuais, auditivas e na fala como metáfora para desatenção, falta de entendimento e clareza, dificuldade de comunicação ou reação;
  • “Retardado(a)” / “Mongol” / “Mongoloide” / “Débil mental”/ “Demente”: Esses termos são ofensivos, pejorativos e historicamente utilizados para ridicularizar pessoas com deficiência intelectual, síndrome de Down, neurodivergentes e outras.

Baixe gratuitamente o Guia de Diversidade e Inclusão

Baixe aqui o material gratuito e dê o primeiro passo para ampliar o diálogo e fortalecer a inclusão na sua empresa! Desenvolvido pela área de Diversidade e Inclusão da Copastur, o Guia de Diversidade e Inclusão vai além do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e reúne mais temas fundamentais: 

  • O que é diversidade e inclusão? 
  • Como ser uma pessoa aliada? 
  • Comunidade LGBTQIAPN+ 
  • Diversidade racial 
  • Gênero e equidade 
  • Pessoas com deficiência 
  • Gordofobia e diversidade corporal 
  • Diversidade geracional 

Aprenda conceitos importantes de D&I como viés inconsciente, linguagem inclusiva e capacitismo, além de boas práticas e atitudes que fortalecem o respeito, a equidade e a convivência diariamente (e não apenas em datas como o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência).

Nosso compromisso 

Na Copastur, valorizamos a pluralidade de histórias, experiências e perspectivas. Somos uma Empresa B com várias outras certificações que refletem o nosso propósito – e um dos nossos valores é o impacto socioambiental.

Trabalhamos para que cada pessoa se sinta representada e segura para ser quem é, promovendo ações durante todo o ano junto à nossa área e ao nosso comitê de Diversidade e Inclusão. Junte-se a nós nessa missão e transforme sua empresa em um lugar acolhedor e respeitoso para todas as pessoas!

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