Conheça os 4 principais desafios do expatriado e como acompanhá-los

A busca pela inovação exige que repensemos antigos modelos hierárquicos nas organizações e busquemos novas possibilidades de aprendizado. Diante disso, uma das grandes estratégias das empresas multinacionais é promover o intercâmbio de seus colaboradores entre as diferentes unidades pelo mundo.

Com as lições e desafios de outros países, é possível conhecer os valores da companhia a fundo. Assim, a cultura corporativa se mantém mais coesa e incentiva a troca de conhecimentos entre as filiais e os funcionários. A esse processo de deslocamento do funcionário para diferentes países damos o nome expatriação.

Se você quer conhecer as possibilidades e desafios do expatriado, está no lugar certo. Confira, a seguir, o que preparamos sobre esse processo de intercâmbio entre as diferentes unidades de uma empresa e como você pode se preparar para extrair o melhor dele.

O processo de expatriação e os desafios na gestão das organizações brasileiras

O crescimento do processo de expatriação nas grandes companhias tem seus motivos. Afinal, em uma economia globalizada, as empresas precisam cumprir alguns requisitos para terem sucesso. Alguns são:

  • competitividade em diferentes países;
  • eficiência;
  • responsabilidade local;
  • flexibilidade e adaptabilidade dentro de um curto espaço de tempo;
  • capacidade de compartilhar conhecimento e aprendizagem por meio de suas unidades.

Para alcançar esses ideais e tornar a cultura corporativa mais flexível e inovadora, os colaboradores precisam ser capazes de conduzir trabalhos diversificados e superar as dificuldades impostas pelas mudanças em seu contexto. Daí a emergência da expatriação nas empresas modernas. A questão é que, no Brasil, os expatriados encontram algumas dificuldades de administração, em função das peculiaridades de nossa cultura e, principalmente, do sistema burocrático e moroso.

Um dos grandes desafios das organizações brasileiras geridas por CEOs e administradores estrangeiros é a capacidade de ler corretamente o cenário do país e compreender a nossa cultura. Alguns gestores de outras nacionalidades tendem a achar que o brasileiro se desmotiva fácil e não aplica a sua criatividade no ambiente de trabalho, por exemplo. Eles se sentem desafiados, portanto, no desenvolvimento das lideranças e no engajamento da equipe. Nossas qualidades também são capazes de ensiná-los, pois é de consenso geral que temos uma ótima capacidade de relacionamento com as pessoas.

Por causa de desafios como esses, os custos gerados por gestores expatriados é maior. Um estudo realizado pela Harvard Business Review mostrou que esses profissionais têm um custo de 2 a 3 vezes maior em relação a gestores locais. Confira alguns dados:

  • 15% dos expatriados voltam para o país de origem antes do período de término por dificuldades de adaptação à nova cultura;
  • 35% têm uma performance inferior ao que era esperado;
  • 25% saem da empresa um ano após a data estimada para o fim da expatriação;
  • apenas 25% alcançam o sucesso esperado.

Vale lembrar que a expatriação não é única forma de promover o intercâmbio cultural em uma grande companhia. Há também a possibilidade de o colaborador viajar com um contrato local. Com a expatriação, contudo, o funcionário tem mais segurança para voltar quando necessário. O contrato para o expatriado também estima o período que ele ficará no novo país, o que não é uma realidade do contrato local.

Quais são os maiores desafios do expatriado?

A mobilidade dos colaboradores entre diferentes filiais enriquece o repertório de empresas e equipes. Contudo, ela traz alguns desafios. Confira!

1. Período de expatriação curto

Uma expatriação curta pode acarretar dificuldades na geração de bons resultados, justamente por causa dos desafios de adaptação. Constituir uma nova vida, estabelecer-se e aprender um novo idioma exige tempo. Por isso, contar com ajuda profissional nesse processo é essencial.

2. Volta para o local de origem

O período de afastamento pode causar algumas dificuldades para o colaborador em seu cargo e local de origem. Afinal, ele se distancia de sua rede de contatos e, em alguns casos, pode ter o cargo ocupado, o que causa alguns atritos. Novamente, ter o apoio de profissionais que o auxiliem na realocação é essencial.

3. Processos burocráticos

O grande desafio para os gestores expatriados na administração de empresas brasileiras é a burocracia. A legislação brasileira não está tão conectada ao mercado, o que dificulta bastante a capacidade de competitividade das companhias que desejam fazer frente às novas exigências do mercado internacional. Modelos disruptivos de negócio exigem rapidez, o que requer desburocratização em todos os processos.

4. Adaptação à nova cultura

De acordo com um levantamento da Global Mobility Effectiveness, 47% dos expatriados relatam dificuldades pessoais e familiares para se adaptar ao novo cenário. Embora o processo de expatriação seja um importante marco na carreira do executivo, há grandes impactos sobre a vida pessoal.

Afinal, os filhos precisam se adaptar à nova escola e língua, o grupo de apoio formado por amigos e familiares é distanciado do convívio e o cônjuge também pode precisar regularizar a própria situação profissional, o que envolve lidar com documentos como visto de trabalho, registros profissionais, entre outros.

A adaptação a um novo país soma-se a todos os desafios profissionais e o choque cultural causa grandes impactos na produtividade e criatividade de executivos experientes. É humano. E é justamente com o apoio de pessoas especializadas que esse desafio pode ser superado.

A importância de um acompanhamento especializado

Esses desafios podem ser amenizados e mais bem enfrentados com o auxílio de um profissional de realocação. Ele tem como objetivo tornar a transição mais tranquila, providenciando soluções que vão do treinamento cultural à facilitação nos processos de emissão de documentos. Ele também apresenta opções de escolas, casas, templos, clubes, entre outros.

Um processo de expatriação bem conduzido começa no país de origem do funcionário. É nesse local que o profissional de realocação precisa conduzir entrevistas com o expatriado e sua família para entender as necessidades e expectativas do grupo e, a partir das informações coletadas, providenciar soluções adequadas. Esse planejamento educacional dentro das companhias, aliado a um treinamento intercultural, ajuda a estabelecer pontes entre as diferentes filiais.

É fundamental que os gestores expatriados se alinhem e conheçam as origens, os valores e os comportamentos da cultura que encontrarão. Assim, eles saberão, previamente, quais são os potenciais e os desafios a serem explorados, desenvolvendo estratégias e preparando-se apropriadamente.

Para vencer esses desafios no processo de expatriação e torná-la um incentivo para os funcionários, a sua empresa pode contar com os serviços de uma agência especializada. Ela facilita os processos burocráticos e oferece programas de apoio ao funcionários e aos familiares que acompanham.

Como você viu, apesar dos desafios do expatriado, essa é uma grande oportunidade para o desenvolvimento profissional e pessoal do colaborador, sendo uma prática crescente em uma economia globalizada. Para que ela gere resultados positivos, a adaptabilidade é uma palavra essencial, processo que pode ser facilitado com o auxílio de uma empresa especializada.

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