Planejamento estratégico: o que a empresa deve levar em consideração?

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O mercado está em constante mudança e o planejamento estratégico é um recurso fundamental para que as companhias sejam mais competitivas. Todas as decisões são importantes, e é melhor que sejam tomadas com base em estratégias adotadas e claramente definidas para melhorar as operações e assim enfrentar os desafios atuais.

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No artigo de hoje, vamos falar exatamente sobre alguns aspectos que precisam ser levados em conta na hora de pensar no planejamento. Confira!

O que é um planejamento estratégico?

Para falar de uma forma simples, o planejamento estratégico define o que esperar do futuro da empresa. Como todo plano, precisa ser detalhado para que as etapas sejam bem pensadas e executadas, sempre contando com os recursos disponíveis para atingir os objetivos. 

A relevância do planejamento está determinada pelo seu impacto no empreendimento e no processo de tomada de decisões. Este plano serve como norteador para deixar claro como proceder frente a desafios. É, portanto, uma espécie de guia para todas as outras ações que a companhia executa. 

Além disso, é importante citar que essa etapa tem a capacidade de fornecer orientações globais para a gestão de toda a organização e, ainda assim, direcionar de forma específica os subsetores existentes, como marketing, vendas, recursos humanos, entre outros. O que o planejamento faz é manter todas as ações pontuais alinhadas com os objetivos comuns. 

O planejamento estratégico deve ser quantitativo e definir os números a atingir, descritivo e indicar a forma como desenvolver as ações necessárias e, por fim, precisa indicar o tempo em que cada passo deve ser dado para que os objetivos sejam alcançados. 

Esse plano deve estar baseado em três pontos principais: 

Objetivos: um objetivo é um fato que não depende diretamente do empreendimento, está formado por uma equação do tipo quantidade + tempo, exemplos: 

  • atingir um faturamento X nos próximos 12 meses;
  • aumentar a rentabilidade em X% nos próximos 6 meses;
  • aumentar X % a participação no mercado até dezembro do ano corrente.

Objetivos generalistas e pouco precisos não fazem parte da equação!

Políticas: o termo faz referência à conduta da companhia e serve para orientar suas ações durante o tempo. Tem mais a ver com o comportamento e funcionamento de algumas operações, como por exemplo: 

  • criar uma política de cobrança em 30 dias e pagamentos em 90 dias; 
  • incorporar critérios como a necessidade de experiência prévia de “no mínimo dois anos” para contratar novos recursos humanos; 
  • definir uma política de participação nos lucros para os funcionários da empresa. 

Ações: uma ação é um fato que depende diretamente da empresa, e que, geralmente, é executada para que seja possível atingir os objetivos determinados no planejamento, reforçar o respeito pelas políticas definidas ou materializar as estratégias globais da instituição. As ações são realizáveis, como podemos ver nestes exemplos: 

  • promover um evento para divulgar novos produtos;
  • lançar uma campanha publicitária via TV Corporativa, intranet;
  • criar o manual de conduta interna para melhorar a linha de montagem entre outras atitudes;

Que objetivo pode ser alcançado pela empresa?

Todo planejamento estratégico requer a definição de, ao menos, um objetivo. Como dissemos, os objetivos devem ser interpretados como um resultado determinado, atingido em um período específico de tempo. 

Para classificar os objetivos, poderíamos dividi-los de três maneiras: de acordo com sua natureza, forma e prazo. A natureza faz menção à especificidade: gerais ou pontuais. A forma se refere à classificação com relação a quantidade ou a qualidade e o prazo indica em quanto tempo o mesmo deveria ser atingido, se em curto, médio ou longo prazo.

Uma boa forma de encarar a definição dos objetivos é usar a metodologia SMART. A sigla faz referência a: 

  • S: Specific/Específico;
  • M: Measurable/Medível;
  • A: Attainable/Atingível;
  • R: Relevant/Relevantes;
  • T: Time-Related/Com um tempo definido.

Especificidade: é fundamental definir objetivos que expressem exatamente o que se busca. Quanto mais específico, mais fácil para que a equipe o compreenda e, com isso, simplifica-se a busca de estratégias para que seja atingido. 

Métricas: um objetivo pode ser medido quando definimos as variáveis que indicam se foram atingidos ou não. Um problema recorrente é a definição de metas sem que se precisem as quantidades e tempos relacionados, como, então, saber se elas foram atingidas se não temos como medir? 

Atingíveis: É preciso considerar o esforço, tempo, custo e outras variáveis para saber se os mesmos são viáveis. Objetivos inalcançáveis desestimulam as equipes e causam o efeito contrário ao esperado: não são realmente levados a sério e criam uma impressão de incapacidade. 

Relevância: Além das outras variáveis citadas até agora, a relevância é fundamental para não dedicar tempo e esforços a metas que não tenham impacto real na hora de evoluir. 

Temporalidade: se definimos um objetivo, mas não indicamos o prazo para cumpri-lo, o objetivo não tem sentido. Os prazos são importantes para que as equipes possam se planejar e orientar seus esforços adequadamente.

Necessidades dos próprios funcionários

Uma empresa é mais do que as regras, horários, produtos e funcionamento em geral, ela é composta por pessoas. Como todos sabem, funcionários felizes trabalham melhor, rendem mais e são capazes de inovar, quando o ambiente de trabalho é propício e estimula a participação ativa nos problemas e soluções. 

Para isso, uma empresa pode criar programas de incentivo como viagens e eventos. As viagens podem ser presenteadas a funcionários destacados e que tenham atingido suas metas em tempo recorde ou proposto alguma solução revolucionária. 

Os incentivos, no caso dos prêmios, devem ser planejados de acordo com três parâmetros: engajamento, reconhecimento e recompensas. O ideal é que eles não fiquem restritos a um setor em particular e, sim, sejam capazes de abranger todos os colaboradores da empresa. 

Para os eventos, os responsáveis devem seguir a mesma lógica na consideração dos objetivos: é preciso saber para que será feito o evento e quais são os frutos esperados dele. 

Tendências do mercado específico de atuação

Os eventos corporativos são uma excelente oportunidade para que as companhias melhorem seus relacionamentos com os clientes, colaboradores, parceiros e todos os que, de uma forma direta ou indireta, participem da construção de sua realidade empresarial. 

Mesmo assim, as possibilidades não param por aí. Se sua companhia não conta com pessoal qualificado para planejar e executar as iniciativas, ela pode contratar uma assessoria especialista no assunto. Por exemplo, na Copastur, todo o processo de trabalho é pensado para entregar experiências únicas neste tipo de iniciativa. 

Demandas do público-alvo

Qualquer companhia sabe que é determinante saber para quem se oferecem os produtos, como e quais são os serviços pelos quais o público se encontra interessado. Sobre esse último ponto, é fundamental encarar a identificação das demandas do público como uma tarefa que vai orientar todo o planejamento estratégico da companhia. 

Basicamente, um gestor tem que entender em quais produtos deve focar seus esforços para satisfazer as expectativas do público e definir as estratégias do seu negócio. Isso vai além das estratégias de administração internas, já que é preciso analisar o mercado. O primeiro passo é conhecer seus clientes para poder desenvolver os produtos adequados e prestar os serviços esperados. 

A partir da análise do perfil dos funcionários, clientes, ou outros envolvidos que tenham lugar nas iniciativas desenvolvidas – eventos, programas de prêmios, atendimento ao cliente, etc – torna-se possível entender suas reais necessidades. 

Estabelecimento de metas realistas

A maneira como formulamos as nossas metas é quase tão importante como o conteúdo delas. Definir onde se quer chegar, de forma realista, ajuda a atingir o sucesso com menos dificuldades. Neste sentido, é importante definir os pontos a cumprir sempre a partir de uma perspectiva positiva. 

A chave reside em refletir como os objetivos pessoais estão relacionados com os de outros departamentos e com a empresa em si, de forma que os funcionários e colaboradores se sintam participantes e interpretem as metas gerais como próprias. Para reforçar a ideia, sua companhia pode seguir algumas regras específicas: 

  • ser positiva;
  • estabelecer prazos factíveis;
  • pensar como se já tivesse alcançado a meta;
  • ser específica;
  • ter convicção.

A meta difere do objetivo. Poderíamos dizer que as metas são pequenos objetivos desenvolvidos para cumprir um propósito maior. As metas podem ser vistas como a expressão dos objetivos em termos quantitativos e qualitativos. Todos os objetivos estão compostos por metas que, unidas e atingidas, conformam o objetivo final. 

Ou seja, um objetivo é a somatória de várias metas e processos. Atingimos nossos objetivos quando materializamos um plano estratégico conformado por etapas menores. O prazo também difere: é mais comum entender as metas como o sucesso em cada passo, normalmente em tempos menores do que o objetivo em si. 

Viabilidade do plano de ação

Esse plano permite que possamos dar um seguimento ponto a ponto e acompanhar o desenvolvimento como um todo. É comum criar planos de ação no formato planilha e incluir todas as informações relacionadas aos objetivos, metas, etapas, prazos, responsáveis, etc. 

De uma forma geral, o plano deve incluir as seguintes informações: 

  • objetivos gerais; 
  • lista de atividades necessárias; 
  • prazos de execução de cada atividade; 
  • orçamento necessário; 
  • responsável por cada atividade; 
  • objetivos específicos de cada etapa, atividade ou ação; 
  • riscos potenciais. 

Um plano de ação deve funcionar como um mapa, em que ao visualizar já se tem noção do todo. A partir daí, se o mapa estiver bem feito, fica mais fácil começar a marcar (✓) checked em cada atividade, etapa ou ação requerida. 

Esse método permite que muitos aspectos sejam decididos antes do início de cada atividade, o que permite ter um maior índice de resolução e ainda contribui para evitar inconvenientes. Principalmente no momento de buscar soluções a curto prazo, o plano de ação marca a diferença no processo. 

Quer saber mais sobre como desenvolver um planejamento estratégico na sua empresa? Veja outros conteúdos da Copastur!  

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