Um estudo estratégico da Copastur sobre o novo patamar de preços, a capacidade de resposta operacional e a eficiência baseada em dados.
Ao longo de mais de cinco décadas no mercado de viagens corporativas, a Copastur acompanhou de perto a transformação da mobilidade executiva . O que antes era uma disputa de custo tornou-se um desafio de continuidade dos negócios e gestão de risco.
Hoje, esse histórico se traduz em uma base consistente de conhecimento: mais de 750 grupos de clientes , altos índices de satisfação em serviços de viagens e, sobretudo, uma leitura de mercado capaz de interpretar mudanças em tempo real.
Este estudo surge em um cenário de pressão crescente. A instabilidade geopolítica , as oscilações tarifárias e a imprevisibilidade logística deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte da rotina das empresas.
Nesse contexto, proteger o viajante sem comprometer o fluxo dos negócios não é mais um diferencial. É o novo padrão de gestão. Para o gestor, a principal bagagem deixou de ser o planejamento estático e passou a ser a informação qualificada, capaz de orientar decisões em um ambiente de alta volatilidade.
A análise a seguir reúne dados, contexto e leitura crítica para apoiar decisões mais seguras, mesmo quando o cenário insiste em mudar.
Este estudo foi construído a partir de dois pilares complementares:
Dados internos Copastur Inteligência derivada do comportamento real da base de clientes, do monitoramento de risco e da leitura comparativa de tarifas negociadas.
Fontes externas Diretrizes operacionais de players globais como Emirates, Qatar Airways e Lufthansa, combinadas a indicadores macroeconômicos que impactam diretamente custo e disponibilidade no mercado.
Mais do que organizar dados, o objetivo é oferecer clareza em um cenário em que a margem para erro diminuiu e o custo da decisão aumentou.
*Estudo realizado em maio de 2026.
COMO O RISCO REDEFINIU O VALOR DAS VIAGENS CORPORATIVAS
O ecossistema das viagens corporativas atravessa uma transformação profunda. Onde antes buscávamos previsibilidade, hoje o diferencial competitivo reside na capacidade de resposta a um cenário instável. As tarifas deixaram de refletir apenas custos passados. Agora elas passaram a incorporar risco, disponibilidade e a garantia da continuidade das operações. Este documento detalha a nova realidade do mercado, fundamentada na inteligência de dados da Copastur.
1. Além da planilha: quando o preço reflete o risco
Historicamente, o combustível representa aproximadamente 30% do custo das companhias aéreas. Em um cenário de estabilidade, um aumento de 40% nesse insumo geraria um impacto direto de apenas 12% no valor final da passagem.
Entretanto, nossa análise proprietária revela um descolamento estrutural: o mercado registrou variações de até 95% em segmentos específicos, como o de Serviços em São Paulo. O preço deixou de ser uma simples consequência do custo operacional para se tornar uma resposta estratégica à escassez de oferta, à demanda aquecida e às incertezas globais.
O comportamento dos fornecedores: companhias aéreas já demonstram esse reajuste em seus tickets médios:
Azul e LATAM : registraram aumentos de 21%.
GOL : apresentou um crescimento de 14%.
2. Radar setorial e geográfico: onde a volatilidade mora
A volatilidade não atinge todos os setores ou cidades de forma uniforme. Uma política única de viagens não é mais suficiente para proteger o orçamento.
O eixo da pressão (RJ e SP) O Rio de Janeiro apresenta o maior nível de volatilidade geográfica, com variações de mercado que chegam a 251% no setor de Varejo. São Paulo concentra os maiores aumentos internos no setor de Serviços, atingindo a marca de 95%.
Fortaleza
Enquanto o mercado oscila, Fortaleza mantém‑se como a praça mais estável do país, apresentando variação nula em segmentos de Consultoria e servindo como referência para manobras orçamentárias.
O abismo internacional Em rotas globais, o descolamento é ainda mais severo. No segmento de Consultoria, o mercado já pratica valores 230% superiores aos contratos vigentes, exigindo antecipação estratégica imediata.
A seguir, os principais gaps de mercado por segmento e praça de atenção:
Segmento Comportamento de Preço Gap vs. Mercado Praça de Atenção Varejo Variações de até +251% Extremo Rio de Janeiro Energia Alta consistente (22% a 42%) Até +140% Nacional Serviços Oscilação de -39% a +162% Alta instabilidade São Paulo Consultoria Estável (variações pontuais de até +44%) +230% (Internacional) Rio de Janeiro
3. Duty of Care : a crise como teste de estresse
Em cenários de crise , a economia dá lugar à agilidade . Em um episódio recente de instabilidade no Oriente Médio , a Copastur acompanhou 117 viajantes em tempo real em rotas sensíveis. Identificamos passagens para destinos críticos, como Dubai, que chegaram a ultrapassar os R$ 30.000,00 por passageiro em situações de ruptura de oferta.
Para garantir a segurança e a integridade desses ativos, nossos protocolos de execução são rigorosos e priorizam a continuidade da jornada acima do custo imediato:
Reacomodação prioritária (INVOL) : garantia de voo na mesma cabine e reemissão de cupons afetados com endosso prioritário, independentemente da classe de reserva original disponível (RBD).
Redirecionamento estratégico : utilização de hubs seguros para contornar áreas de conflito; passageiros destinados a Teerã, por exemplo, foram redirecionados via Istambul.
Parcerias globais (OAL) : ativação imediata de acordos de proteção com outras companhias para reacomodação em até 72 horas antes da partida, assegurando que nenhum viajante fique desamparado.
4. Arbitragem de dados: o plano de proteção de budget
A inteligência de mercado permite encontrar brechas de eficiência mesmo em cenários inflacionários. Mapeamos quatro pilares para otimização de custos:
Melhor momento para agir : compras realizadas entre 18 e 24 dias de antecedência garantem economias reais de até 26% em setores sensíveis como Consultoria e Energia.
Timing semanal : o planejamento de viagens para terças e quartas‑feiras reduz o ticket médio entre 6% e 13%.
Diversificação de modais : identificamos uma migração estratégica para modais alternativos; o uso de transporte rodoviário cresceu 26%, enquanto a locação de veículos subiu 16%.
Hubs alternativos : a utilização de aeroportos secundários, fora dos eixos de maior saturação, gera ganhos de eficiência de até 20%.
5. O fator humano: tecnologia que apoia, pessoas que realizam
A tecnologia oferece o mapa e a velocidade de processamento, mas a operação humana define o sucesso final em situações de crise. Estudo de caso: durante o ciclone de dezembro de 2025 , a atuação consultiva direta da nossa equipe de especialistas foi essencial para garantir a reacomodação de uma família fora do fluxo original de emissão, superando as limitações dos algoritmos automáticos. O exemplo ilustra como o conhecimento especializado e a leitura em tempo real do cenário podem preservar a jornada do viajante quando o padrão não funciona.
Gestão de eventos Estimamos que até 40% do investimento em eventos corporativos pode ser perdido por falhas logísticas. A gestão estratégica de vistos e passaportes tornou‑se, portanto, uma ferramenta vital de proteção financeira e viabilidade operacional.
VISÃO ESTRATÉGICA
O mercado global de viagens deve atingir US$ 2 trilhões até 2028 . No Brasil, o crescimento do setor corporativo (15%) supera o de lazer (11%), consolidando a viagem não como um custo, mas como uma ferramenta de expansão de negócios.
O papel do gestor moderno evoluiu: ele deixa de ser um “comprador” para se tornar um estrategista de continuidade de negócios através de uma gestão de risco resiliente . Quem souber avaliar essa realidade com precisão, equilibrando dados de mercado, riscos geopolíticos e impactos no ROI, não só se destaca no setor. Esse profissional torna-se peça importante na própria empresa, impulsionando resultados que vão além do balanço patrimonial.
Copastur: aqui, os futuros viajam sem limite de bagagem.
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