Como manter a segurança em plataformas offshore?

Manter a segurança em plataformas offshore é uma das principais preocupações no RH das empresas do ramo. Mas com tantas atividades sob sua responsabilidade, a gestão acaba dividindo a atenção entre o cumprimento de metas, prazos, realização de atividades burocráticas a segurança das equipes.

Mas o setor offshore é um dos que mais exige cuidados, e esse tema não pode ser deixado de lado. Confira, neste artigo, como manter um bom nível de segurança nas plataformas, sem prejudicar as atividades sob sua responsabilidade!

Faça treinamentos sobre o uso de EPIs

Cada área tem seus riscos. Dependendo do tipo de atividade, é definida uma relação de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). A utilização obrigatória é um dever do empregado e tem o objetivo de proteger a ele e a própria empresa contra acidentes de trabalho.

Para conscientização e o uso correto dos EPIs, treinamentos e exemplos nunca são demais. Portanto, os gestores devem ser os primeiros a transitar com o EPI completo nas áreas de trabalho.

EPI básico para marítimas e offshore

Para as plataformas offshore, óculos de segurança, botas, luvas, capacete e protetor auricular fazem parte da lista básica de equipamentos de proteção individual. Além deles, também vale a pena citar:

  • coletes salva-vidas;
  • respirador;
  • macacão de peça única com capuz;
  • protetores faciais;
  • cintos de segurança;
  • roupas de imersão etc.

Entretanto, para cada profissional presente podem existir itens específicos, dependendo da atividade desempenhada e da área de atuação — seja na perfuração, na exploração ou na manutenção.

Dê atenção especial à radioproteção

O risco radiológico requer cuidados extras. Nas plataformas, frequentemente é preciso usar instrumentos nucleares, como medidores, que usam fontes radioativas.

A radiação é imperceptível — não tem cor nem exala cheiro — e muitos profissionais se expõem a ela sem perceber. Mas as consequências podem ser graves, com sérios danos à saúde.

Esses equipamentos nucleares devem, portanto, estar licenciados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Além deles, o embarque de fontes radioativas para serviços de gamagrafia também merece cuidado. Os equipamentos são pesados e transportados por balsas, em containers. Esse transporte pode afetar a integridade das fontes, por isso, a equipe de segurança e o departamento médico devem ser treinados para atuar nessa situação, sabendo aplicar os primeiros socorros.

De modo geral, cabe aos responsáveis pela Segurança no Trabalho definir procedimentos para receber materiais nucleares nas embarcações. Como referência, vale a pena consultar o roteiro para elaboração de plano de radioproteção publicado pela CNEN.

Proíba o uso de equipamentos eletrônicos

Essa é uma dica básica. Nenhum equipamento elétrico ou eletrônico deve ficar na área de indústria. Também ficam de fora quaisquer instrumentos que não sejam certificados para uso em atmosferas explosivas. Portanto, proíba veementemente a utilização de:

  • lanternas;
  • computadores;
  • smartphones e celulares;
  • câmeras ou filmadoras etc.

Os rádios podem ser utilizados para comunicação interna.

Faça treinamentos contra incêndios

Outro assunto que pede treinamento e reciclagem periódica é o risco de incêndio, comuns à indústria petroquímica, já que há materiais inflamáveis envolvidos nas rotinas.

O grande problema das offshore é a possibilidade de incêndios e explosões em alto mar, e não em terra firme. Por isso, é fundamental treinar toda a tripulação para o combate de incêndios, independentemente de órgãos externos de apoio.

O foco desse preparo é a precaução, o que inclui temas como:

  • limpeza periódica de porões para evitar acúmulo de óleos e combustíveis;
  • manutenção e cuidados com equipamentos e instrumentos elétricos de uso em altas temperaturas;
  • organização do ambiente, evitando materiais comburentes (produtos químicos e inflamáveis, papéis e tecidos etc.) próximos de equipamentos elétricos;
  • proibição do uso de equipamentos elétricos em sobrecarga;
  • descarte de óleo usado na cozinha;
  • soldagem ou corte de materiais em dupla: enquanto um realiza a atividade, o outro dá apoio com o extintor de incêndio.

Esses são apenas alguns exemplos de ações práticas de prevenção que devem frequentemente ser trabalhadas pela equipe de segurança. O ideal é elaborar um roteiro ou uma lista de procedimentos para cada atividade diária da equipe embarcada.

Cuide do relacionamento interpessoal da equipe

Equipes que trabalham embarcadas podem ficar submetidas a um nível de estresse bem maior que o de funcionários onshore. Por isso, o bom convívio, respeito e limites devem ser trabalhados preventivamente pela gestão de RH.

Os problemas de relacionamento podem desmotivar os times e prejudicar as atividades, colocando em risco a segurança de todos. Muitas pessoas que vão trabalhar embarcadas não têm ideia do que as espera: uma rotina diferente, cheia de exigências de segurança, com prazos a cumprir.

Portanto, elabore um código de conduta que seja trabalhado com as equipes e renovado a cada troca de turma, incluindo os seguintes pontos:

  • boa comunicação;
  • paciência e respeito com os demais;
  • capacidade de ouvir opiniões e sugestões;
  • importância de evitar piadas preconceituosas e brincadeiras que podem soar ofensivas;
  • força do trabalho em equipe;
  • respeito aos períodos de sono etc.
Quando um clima de parceria e respeito se instala, a equipe se une para alcançar os objetivos, e um favorece o outro no que diz respeito à segurança. Isso ajuda muito a reduzir o risco de acidentes.

Incentive a hidratação constante

A incidência solar nas plataformas offshore é muito alta, trazendo muitos riscos de desidratação e insolação. Outro ponto a se trabalhar, portanto, é o uso constante de filtro solar e a necessidade de hidratação.

Incentive o porte de garrafas de água (que não podem ser de vidro) e o controle periódico da hidratação.

Além dessa conscientização preventiva, é preciso treinar as equipes para identificar sintomas de insolação e desidratação, bem como para saber o que fazer nesses casos, já que casos graves podem ser fatais.

A insolação provoca queimaduras e ardência na pele e também dores de cabeça, náuseas e vômitos. Já a desidratação deixa o indivíduo com sensação de mal estar, sonolência e fadiga, além de reduzir a diurese (eliminação de urina).

Oriente as equipes a relatar qualquer mal estar, para que os casos sejam tratados desde os primeiros sintomas.

Defina protocolos de convivência e segurança

No treinamento antes de cada turma embarcar, é importante ter um roteiro de procedimentos e cuidados. Como o tempo desgasta as primeiras orientações, elas devem ser sempre reforçadas pela gestão da equipe embarcada.

Portanto, oriente todos quanto aos seguintes cuidados:

  • não correr em escadas, usar o corrimão e transitar à direita;
  • consultar a Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) antes de manusear qualquer agente dessa natureza;
  • dar atenção à movimentação de cargas e não ficar exposto a cargas suspensas;
  • respeitar a sinalização de isolamento de áreas;
  • manter roupas limpas nas áreas de lazer e alimentação;
  • alertar imediatamente o gerente sobre qualquer ocorrência capaz de comprometer a segurança ou a saúde dos colaboradores;
  • não fumar fora dos locais permitidos e apagar cuidadosamente o cigarro antes de sair etc.

Além desses cuidados, não se pode esquecer dos treinamentos e protocolos para os casos de incêndio, naufrágio, vazamento de óleo ou gás, homem ao mar, queda de aeronave, entre outros.​

4. Contrate uma empresa especializada em logística para a troca de turmas

Manter os colaboradores trabalhando dentro das normas e de acordo com os protocolos é uma tarefa minuciosa. É bem sabido que o RH tem muitas preocupações e uma imensa lista de questões a solucionar, a cada troca de turma.

Por isso, vale a pena considerar a contratação de uma empresa especializada na logística de plataformas offshore. Um parceiro que coordene essas atividades e ainda lide com a documentação pode deixar a gestão de pessoal e a equipe de Segurança do Trabalho livres para focar em outros aspectos mais importantes para o perfeito funcionamento das atividades.

Um parceiro especializado se responsabiliza pela logística de embarque e desembarque, incluindo:

  • aquisição das passagens aéreas e rodoviárias;
  • realização de transfers, inclusive para os treinamentos;
  • hospedagem;
  • agendamento e transporte para exames médicos;
  • logística e o acompanhamento dos expatriados (police check).

Deixar as atividades burocráticas com quem já entende e domina o assunto, favorece muito a segurança em plataformas offshore. A Copastur atua fortemente com marítimas e offshore. Contamos com uma equipe de alto desempenho e trabalhamos exclusivamente com fornecedores qualificados.

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