Etarismo e carreira: a bagagem de Rosana Spiandorim na SKF

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No mundo corporativo, a palavra “bagagem” costuma funcionar como sinônimo de currículo: os cargos, as formações acadêmicas, cursos de idiomas e as hard skills que um profissional destaca em sua jornada. Mas, na prática, bagagem é algo ainda mais valioso. Trata-se da maturidade emocional para lidar com crises, o repertório cultural que nos ajuda a transitar entre diferentes lideranças e a serenidade para solucionar problemas complexos a qualquer momento. 

Aos 68 anos, Rosana Spiandorim concilia dois universos que muita gente ainda considera incompatíveis: a expectativa de se tornar bisavó e a rotina exigente de assessorar a alta liderança da SKF Industrial Brasil, multinacional sueca do setor industrial. Quem imagina desaceleração encontra o oposto. Secretária executiva da companhia há seis anos, ela mantém um ritmo intenso. Não por vaidade, mas por decisão estratégica. 

Enquanto parte do mercado ainda debate o etarismo, sua longevidade profissional não se sustenta apenas nas décadas de experiência. Ela está diretamente ligada ao investimento contínuo em educação e atualização. Para Rosana, aprender de forma permanente deixou de ser diferencial e passou a ser condição para manter competitividade e empregabilidade. “Quando comecei minha carreira, aos 17 anos, já fazem quase 52, nunca parei de me atualizar, inclusive em tecnologia. Sempre busquei estudar, manter algum curso em andamento, ler bastante. Até as próprias viagens acabam ajudando, porque expandem a visão cultural e profissional.” 

No programa Encontros A Bagagem Faz toda a Diferença, da Copastur, essa profissional inspiradora compartilha bastidores da própria trajetória e deixa um recado claro para quem está começando: discrição, domínio de novos idiomas e lifelong learning são pilares para conquistar espaço e credibilidade no ambiente corporativo.  

Continue a leitura e entenda como esses três fatores, quando aplicados de forma estratégica, podem acelerar sua carreira e fortalecer sua reputação profissional a longo prazo. 

Etarismo e carreira: a experiência como ativo estratégico

Quando Rosana participou do processo seletivo da SKF aos 62 anos, ela ficou bastante apreensiva. “Meus entrevistadores tinham a idade dos meus filhos. Perguntei a eles se tinham certeza sobre minha idade e a resposta foi: aqui, isso não se questiona”, conta. Ela reforça que essa postura não é exclusividade da SKF. “O etarismo ainda existe, claro, é uma alegria saber que muitas companhias estão valorizando e contratando os profissionais sêniors.”

Esse episódio reforça que, no mercado corporativo, a idade não define relevância. A experiência, aliada à atualização constante, transforma profissionais sêniores em peças estratégicas, capazes de reduzir riscos, mediar crises e manter a estabilidade das equipes.

Etarismo e carreira: como a atualização transforma experiência em força

Ao longo da carreira, Rosana viu o mundo corporativo evoluir da máquina de escrever à inteligência artificial. Sua autoridade profissional se consolidou por meio de cursos, especializações e aprendizado constante. Recentemente, ela passou dois anos estudando Mandarim devido a uma movimentação de mercado. “Se você me perguntar hoje, lembro de cinco palavras. Foi uma perda de tempo e dinheiro. Tenho facilidade com línguas, mas essa não consegui”, admite.

O segredo, portanto, é entender que a atualização profissional precisa ser estratégica e aplicável. Em vez de seguir todas as tendências, o foco deve estar no que realmente impulsiona a carreira cada pessoa.

Idiomas e multiculturalismo na carreira: comunicação também é estratégia

Filha de pai alemão e criada no Uruguai, Rosana cresceu em um ambiente trilíngue. Essa fluência definiu sua trajetória em multinacionais alemãs, americanas, suíças e holandesas. Mas, para uma secretária executiva, o idioma é apenas uma das ferramentas. Outras importantíssimas são a postura e a flexibilidade.

Segundo ela, cada cultura exige um ritmo: as companhias alemãs valorizam o processo formal. As americanas, prezam muito pela agilidade. Já as suecas, valorizam o diálogo horizontal. Dominar essas nuances é o que Rosana chama de multiculturalismo prático.

No entanto, se o idioma representa uma importante ferramenta de conexão, a confidencialidade é o valor que sustenta a posição de uma secretária executiva. Rosana reforça que, para quem lida com informações sensíveis, a discrição não pode ser um esforço consciente, mas uma característica natural. “No secretariado executivo, a discrição é inerente ao trabalho. Lidar com informações confidenciais exige sabedoria e discernimento, tanto com colegas quanto fora da empresa. Muitos dados são estratégicos e precisam ser mantidos sob sigilo absoluto. Quem não possui esse perfil, não se mantém no cargo”.

Viagens corporativas: gestão de crise em tempo real

A bagagem profissional se revela de forma mais nítida na organização de viagens corporativas internacionais. Planejar voos, transfers, seguros e fusos horários é apenas a parte visível do trabalho. A invisível, e mais crítica, é a prontidão constante.

“Uma viagem corporativa é completamente diferente de uma de lazer. Ela exige um planejamento minucioso: primeiro, agendam-se as reuniões respeitando fusos e costumes locais; depois, escolhem-se a logística de transporte e a equipe de apoio. Mesmo com tudo organizado, imprevistos como cancelamentos ou tempestades acontecem. Por isso, cada detalhe precisa ser coordenado para que o impacto para o executivo seja o menor possível”, explica Rosana.

Para lidar com esse cenário, ela mantém o celular corporativo ativo 24 horas por dia. Quando um executivo desembarca em outro continente e percebe que perdeu seus únicos óculos de grau dentro do avião, como já ocorreu, é a experiência da secretária que faz a diferença. A resolução exige articulação imediata com a Copastur, que mobiliza a companhia aérea e a equipe de solo para garantir uma resposta rápida, evitando atrasos críticos na agenda.

Nesse contexto, o secretariado executivo deixa de ser meramente operacional para assumir a gestão estratégica de crise. É onde o planejamento encontra a agilidade para transformar situações inesperadas em respostas seguras. “O segredo é estar sempre um passo à frente, antecipando problemas antes que eles cheguem ao executivo”, afirma Rosana.

O exemplo de Rosana na SKF é um recado valioso para gestores e profissionais de RH: pessoas experientes não são apenas “guardiãs do passado”. Quando podem trazer estabilidade para ambientes que mudam o tempo todo. E uma bagagem bem cuidada, como a de Rosana, é algo que as empresas não podem se dar ao luxo de abrir mão.

Assista ao vídeo completo do programa Encontros com Rosana Spiandorim e veja como a bagagem de grandes profissionais pode inspirar sua carreira.

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